quarta-feira, 23 de abril de 2014

O Esforço


 

   Dentro de um empreendimento tão sublime que é a obra de Deus na terra há dois elementos vitais que formam um casamento devido à necessidade de andarem juntos: a visão e o esforço.

Pelo fato de a visão se tratar de um elemento que provém de Deus, abordarei de maneira mais intensa acerca do que representa o esforço, já que por definição é a quantidade do trabalho necessário para se alcançar a visão. No caso do Reino de Deus temos que levar em conta não somente a quantidade como também a qualidade do mesmo.

   Seguindo esse padrão de raciocínio vamos tratar de quatro tipos de esforços:

- Esforço insuficiente

- Esforço medíocre

- Esforço ideal egoísta

- Esforço perfeito.

   Esforço Insuficiente: O esforço insuficiente é praticado pelo individuo que não tem uma visão clara ou não crê na mesma. É o tipo de pessoa que o Bispo Dag Mills chama de Crente B (mais detalhes leia o livro “A Megaigreja”), esse não tem um esforço significativo, que produza um fruto, por isso é insuficiente.

   Esforço Medíocre: A palavra “medíocre” vem de mediano, ou seja, o indivíduo que realiza tudo sem originalidade, sempre na média. É como o aluno no ensino básico que sempre está satisfeito com a nota seis, já que está na média para a aprovação. Muitos cristãos que receberam a mente de Cristo têm toda a graça e capacidade de pensar por si mesmo, ir além, criar, porém se contenta em realizar o que está determinado. Geralmente são dominados pelo medo da reprovação e da responsabilidade que terão no futuro por fazer um bom trabalho.

   Esforço ideal egoísta: É caracterizado pelo indivíduo habilidoso e competente, que consegue fazer tudo com certa excelência. Porém sua motivação é egoísta, pois sempre está associando suas ações ao elogio ou ao reconhecimento. Acaba que é nutrido pelos mesmos e também entra em constante rivalidade com os que realizam trabalhos semelhantes.

   Esforço Perfeito: Este é semelhante ao anterior, mas a diferença está na motivação de suas realizações, tem uma consciência clara da visão e está inserido em Gálatas 5:6: “O que importa pra Deus é a fé que opera pelo amor”. O praticante deste tipo de esforço leva em conta somente o bem estar do Reino de Deus e das pessoas ao seu redor. Está sempre focado no resultado do esforço e não na realização do mesmo.

   Lembre-se: A intenção deste artigo não é trazer culpa ou condenação, mas uma oportunidade para avaliar qual tipo de esforço estamos desempenhando, e assim, buscar viver dentro da maneira que Deus planejou para nós.

 
Pr Marcio Aranda

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

PREGADOR, SALVA A TI MESMO

PREGADOR, SALVA A TI MESMO


"Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres, porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes." I Tm 4.16

Não vou pregar a pregadores, mas apenas sugerir aIgumas condições sob as quais poderão apossar-se da salvação prometida nesse texto.
1. Cuida em ser constrangido pelo amor a pregar o evangelho, como o foi Cristo a providenciar um evangelho.
2. Cuida em ter o revestimento especial de poder do alto, pelo batismo do Espírito Santo.
3. Cuida em ler a vocação, não apenas da cabeça, mas do coração, para empreenderes a pregação do evangelho. Com isso quero dizer: së cordial e intensamente inclinado a buscar a salvação de almas como a grande missão da tua vida; e não empreendas aquilo a que teu coração não te impelir.
4. Mantém constantemente a comunhão íntima com Deus.
5. Faze da Bíblia o teu Livro dos livros. Estuda-a nuito, de joelhos, esperando iluminação divina.
6. Acautela-te de depender dos comentários. Consulta-os quando convier: porém julga pot ti mesmo. à luz do Espírito Santo.
7. Guarda-te puro -- em propósito, em pensamento, em sentimento, em palavras e em ações.
8. Contempla a culpa dos pecadores e o perigo que correm, para que se intensifique teu zelo pela sua salvação.
9. Também pondera profundamente e demora-te diante do infinito amor e compaixão de Cristo por eles.
10. Ama-os de tal modo a estares pronto a morrer por eles.
11. Dedica os esforços da tua mente ao estudo de meios e modos de salvá-los. Faze disso o grande e intensivo estudo da tua vida.
12. Recusa-te a ser desviado dessa obra. Guarda-te contra toda tentação que arrefeça teu interesse nela.
13. Crê na afirmação de Cristo, de que ele está contigo nessa obra sempre e em todo lugar, para dar-te todo o auxílio necessário.
14. "O que ganha almas é sábio": e "se algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e nada lhes impropera: e ser-lhe-á concedida. Peça-a, porém, com fé". Lembra-te, portanto, que tens a obrigação de possuir a sabedoria que ganhará almas para Cristo.
15. Sendo chamado por Deus para a obra, faze dessa tua vocação o argumento constante junto a Deus, para dele obteres tudo que precisares para a execução da obra.
16. Sê diligente e laborioso, "a tempo e fora de tempo".
17. Conversa muito com todas as classes dos teus ouvintes sobre a questão da salvação, a fim de compreenderes suas opiniões, erros e necessidades. Verifica seus preconceitos, sua ignorância, seu humor, seus hábitos e tudo mais que precisares saber a fim de adaptares tua instrução às suas necessidades.
18. Cuida em que teus próprios hábitos sejam corretos em todo sentido; que sejas temperado em todas as cousas: livre da mancha ou odor do fumo, do álcool, das drogas, de tudo que terias motivo para envergonhar-te e que sirva de tropeço a outros.
19. Não sejas "de mente leviana," antes "põe o Senhor continuamente diante de ti".
20. Controla bem tua lingua e não te dês a conversas frívolas e sem proveito.
21. Deixa sempre que o povo observe que o tratas com a mais absoluta seriedade tanto no púlpito como fora dele: e não permitas que o convívio diário com as pessoas neutralize tua mensagem no domingo.
22. Resolve "nada saber" entre teu povo "senão a Jesus e este crucificado": e deixa claro que, na qualidade de embaixador de Cristo, teus negócios com eles dizem respeito inteiramente é salvação da alma.
23. Tem cuidado de ensiná-los não sá por preceito mas também pelo exemplo. Pratica tu mesmo o que pregas.
24. Tem cuidado especial no relacionamento com o sexo feminino, a fim de jamais levantares pensamento ou desconfiança da menor impureza em ti mesmo.
25. Vigia os teus pontos fracos. Se fores por natureza dado a jovialidade e brincadeiras, vigia ocasiões de falha nesse setor.
26. Se fores por natureza carrancudo e insocáivel, vigia contra o mau humor e a insociabilidade.
27. Evita toda a afetação e fingimento. Sê aquilo que professas ser, e não serás tentado a "fazer de conta".
28. Que a simplicidade, a sinceridade e a correção cristã, assinalem toda a tua vida.
29. Passa muito tempo, diariamente pela manhã e à noite, em oração e comunhão direta com Deus. Isso te trará poder para a salvação. Não há erudição nem estudo que compense a perda dessa comunhão. Se deixares de manter comunhão com Deus, "te enfraquecerás e serás como qualquer outro homen".
30. Acautela-te do erro que afirma não haver participação do homem na regeneração nem, por conseguinte, ligação entre esta participação e o resultado final, ou seja, a regeneração da alma.
31. Compreende que a regeneração é uma transformação também moral e, portanto, voluntária.
32. Compreende que o evangelho se destina a transformar o coração dos homens, e, apresentando-o sabiamente, podes contar com a cooperação eficiente do Espírito Santo.
33. Na escolha e no tratamento dos textos para teus sermões, procura sempre a orientação direta do Espírito Santo.
34. Que todos os teus sermões sejam do coração e não apenas da cabeça.
35. Prega à base da experiência, e não pot ouvires dizer, nem apenas pela leitura e estudo.
36. Apresenta sempre o assunto que o Espírito Santo põe no teu coração para a ocasião. Lança mão dos pontos que o Espírito apresentar à tua mente, e apresenta-os tão diretamente quanto possível à congregação.
37. Entrega-te à oração sempre que fores pregar, e vai do aposento para o púlpito com o gemidos íntimos do Espírito procurando expressão nos teus lábios.
38. A tua mente deve estar plenamente imbuída do assunto, de maneira que este esteja procurando expressão: abre a boca e deixa as palavras saírem como torrente.
39. Vê que não esteja sobre ti o "temor do homem que arma um laço". Deixa o povo compreender que temes muito a Deus para temê-los.
40. Não deixes nunca que a tua popularidade com o povo tenha influência sobre a tua pregação.
41. Não deixes nunca que a questão de salário te detenha de "declarar todo o conselho de Deus", "quer ouçam quer deixem de ouvir".
42. Não contemporizes, para não acontecer perderes a confiança do povo e assim falhares em salválos. Eles não poderão respeitar-te integralmente como embaixador de Cristo, se perceberem que te falta coragem para cumprires o teu dever.
43. Cuida em te "recomendar à consciência de todo homem, na presença de Deus".
44. Não sejas "cobiçoso de torpe ganância".
45. Evita toda aparência de vaidade.
46. Inspira o respeito do povo pela tua sinceridade e sabedoria espiritual.
47. Não deixes hem de longe que imaginem que possas ser influenciado na pregação por questões de salário maior, menor ou nenhum.
48. Não dês a impressão de que aprecias uma boa mesa e gostas de ser convidado para jantar; pois isso será um laço para ti e uma pedra de tropeço para eles.
49. Subjuga o teu corpo, para que, tendo pregado o outros, não yenhas tu mesmo a ser desqualificado.
50. Vela pelas almas, como quem deve prestar contas a Deus.
51. Sê diligente no estudo, e instrui cabalmente o povo em tudo que é essencial à salvação.
52. Jamais bajules os ricos.
53. Sê particularmente atencioso às necessidades e à instrução dos pobres.
54. Não te deixes levar à transigência com o pecado pelo suborno de festas beneficientes.
55. Não te deixes tratar publicamente como mendigo, pois do contrário virás a merecer o desprezo de larga classe dos teus ouvintes.
56. Repele toda tentativa de fechares a boca a tudo quanto for extravagante, errado ou prejudicial entre o teu povo.
57. Mantém a tua integridade e independência pastorais, para não cauterizar a consciência, apagar o Espírito Santo e perder a confiança do povo e o favor de Deus.
58. Sê o exemplo do rebanho: permite que a tua vida ilustre o teu ensino. Lembra-te de que as tuas ações e espírito ensinarão com ainda maior ênfase do que os teus sermões.
59. Se pregas que os homens devem servir a Deus e ao próximo por amor, cuida em fazer o mesmo e evita tudo que possa dar a impressão de que trabalhas por salário.
60. Serve ao povo com amor e anima-os a retribuir, não com o equivalente em dinheiro, mas com a retribuição do amor, que proporcionará refrigério tanto a ti como a eles.
61. Repele toda proposta para angariar fundos para ti ou para o trabalho da igreja junto a homens mundanos, embora sejam solícitos.
62. Repele as festas e reuniões sociais dispersivas, principalmente nas épocas mais favoráveis a esforços unidos para a conversão de almas a Cristo. Podes estar certo de que o diabo procurará desviar-te nessa direção. Quando estiveres orando e planejando um avivamento da obra de Deus, alguns mundanos da igreja te convidarão a uma festa. Não vás, pois se fores, terás uma série de festas, que virão anular as tuas orações.
63. Não te deixes enganar: o teu poder espiritual perante o povo nunca crescerá pela aceitação de tais convites em tais épocas. Se a ocasião é boa para festas, porque o povo está folgado, também é boa para reuniões religiosas, e tua influência deve ser aplicada para atrair o povo à casa de Deus.
64. Cuida em conhecer pessoalmente e viver diariamente a pessoa de Cristo.

Charles Finney

segunda-feira, 22 de abril de 2013

A INDAGAÇÃO DE PILATOS


     Imagine uma pessoa quando está só deitada em seu travesseiro, pensando na própria vida, perguntando a si mesmo ou a um ser superior “Qual é o sentido da vida?”, saiba você que eu já fiz muito isso, desde os nove anos de idade e sei que você também já pode ter indagado isso. A Palavra de Deus tem a resposta, mas muitas vezes a verdade não é esclarecida ao homem por causa da religiosidade ou do preconceito, as pessoas ouvem ou lêem um versículo da Bíblia, mas não tem a disposição em entender mais a fundo o quer dizer, como por exemplo, em João 14.6 Jesus disse: Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida, as pessoas lêem esse trecho como se Jesus estivesse dizendo: Eu sou arroz, feijão e bife, talvez se Ele dissesse isso as pessoas teriam uma curiosidade maior e indagariam que tipo de doença mental Jesus teria, mas porque não indagar o que Ele quis dizer declarando que é a Verdade. A pessoa deve buscar entender de maneira certa para viver essa Verdade em seu ser. Portanto eu não posso aceitar uma opinião de alguém que não viveu a Verdade de Cristo, como uma pessoa pode dizer que não gosta de bolo de fubá sem nunca ter comido, como saber o sabor sem nunca ter provado, experimentado?
     A Palavra nos revela em Romanos 8.2 que existem dois tipos de leis, a lei do Espírito de Vida e a lei do pecado e da morte, a primeira se refere à norma de vida de Deus, que são conhecimentos, faculdades, condutas morais e motivação de vida, coisas que vão muito além de ser um crente que não pode usar bermuda nem assistir televisão, a outra lei se refere à norma de vida do mundo, o conhecimento natural, o pecado e tudo o que leva á morte e destruição.
      Mas quero falar a respeito de um homem que como ser humano indagou “Que é a verdade?”, apesar de ser governador romano na região da Judéia, local onde Jesus realizou muito de sua obra, percebemos que ao interrogar Jesus, Pilatos demonstra um anseio para entender a verdade. No diálogo que vemos no evangelho de João capítulo 18, versículo 28 em diante, nota-se que quando Jesus anuncia ter um reino, Pilatos não se interessa em saber sobre o reino, mas nele é despertado o anseio de entender sobre a verdade. Jesus está diante de nós para nos revelar a Verdade, pois Ele disse: Eu vos enviarei o Espírito Santo e Ele vos guiará toda a Verdade.

 

terça-feira, 21 de agosto de 2012

POSSESSÃO




   Domínio, controle, governo são alguns dos sinônimos da palavra possessão. Muitas pessoas se impressionam com as manifestações malignas onde se pode até pensar que os demônios tem toda a autoridade e poder, mas a Verdade nos revela que o Senhor Jesus Cristo ao ressuscitar dentre os mortos pelo poder de Deus recebeu toda autoridade (Mateus 28.18) e toda a plenitude (Colossenses 2.9).
O que temos que entender nesse momento é que como Cristo recebeu essa plenitude (perfeição) a Bíblia diz que nós também a recebemos (Colossenses 2.10). Portanto tudo que há de promessa na Palavra de Deus nós a recebemos perfeitamente, e o que faz o cumprimento dessas promessas ser perfeito em nossas vidas é a nossa fé (1 João 5.4), isso mesmo não é esforço algum da sua parte, nem aquilo que você é ou deixa de ser é pela sua fé.
Uma dessas promessas está no Evangelho de João 7.38 “Quem crer em mim, como diz as Escrituras, do seu interior fluirão rios de águas vivas”, Jesus estava e está ainda hoje, pois vive para sempre, se referindo a presença maravilhosa do Espírito Santo ardendo dentro do homem, presença que causa sensações que nem sequer podem ser comparadas com a adrenalina provocada por drogas, sexo ou qualquer outro tipo de sensação que o mundo possa oferecer, pois está escrito “Mas aonde aumentou o pecado, transbordou a graça”.(Romanos 5.20). Assim como no mundo há praticas para se obter sensações de satisfação que são passageiras e que tem alguma conseqüência danosa, no Evangelho de Jesus há também práticas que levam o homem a experimentar sensações nunca imagináveis e em perfeita paz com Deus, podemos perceber essas práticas em Efésios 5.18-20 “Não se embriaguem com vinho, que leva a libertinagem, mas deixem-se encher pelo Espírito, falando entre si com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando e louvando de coração ao Senhor, dando graças constantemente a Deus Pai por todas as coisas, em nome do Senhor Jesus Cristo”
Se você ainda não conhece o Evangelho eu te desafio a buscar conhecê-lo e experimentar essa presença tremenda que é o Espírito Santo fluindo do seu interior, e se você buscar de todo o seu coração e não sentir essa sensação o Evangelho de Cristo é mentiroso.
E você que já serve a Deus a algum tempo e não tem vivido esse rio de água viva, saiba que agora Deus pode te encher do Espírito Santo basta você meditar e crer nesse trecho “Desperta, ó tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e Cristo resplandecerá sobre ti”. (Efésios 5.14).
Portanto que sejamos totalmente possuídos pela presença ardente, tremenda e maravilhosa do nosso querido Consolador, o Espírito Santo.

IGREJA CRESCENDO



Atos 9:31
  A igreja deve crescer em paz, caminhar em temor ( desviar do mau). O conforto do Espirito Santo é o que Jesus disse em João 14:16 em diante onde diz que não deixaria órfãos, mas o Espirito Santo é o Consolador que a guia a Igreja em toda a verdade, dessa forma ela entra no Seu descanso e no Seu propósito. Em Apocalipse 22:17 diz “O Espirito e a Noiva dizem: Vem” o que revela o propósito de Deus onde a Igreja terá completamente a mesma mente do Espirito Santo na intenção e no desejo da volta do Amado e na saída deste mundo, ou seja, assim como o Espirito a igreja não tem nenhum apego ou amor por este mundo, a Igreja tem que alcançar esse mesmo pensamento.

sábado, 14 de julho de 2012

COMO VENCER O PECADO



   Em todos os períodos do meu ministério tenho encontrado muitos cristãos professos em lamentável estado de escravidão ao mundo, à carne ou ao diabo, pois o apóstolo diz claramente: "O pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e, sim, da graça." Em toda a minha vida cristã tenho ficado penalizado ao encontrar tantos crentes vivendo na escravidão legalista descrita no capítulo sete de Romanos: uma vida de pecar, de resolver reformar-se e de cair novamente. E o que é particularmente entristecedor, e mesmo motivo de angústia, é que muitos pastores e cristãos proeminentes dão instrução inteiramente errônea sobre o assunto de como vencer o pecado. A orientação que, lamentavelmente, costuma ser dada sobre esse assunto, resume-se nisto: "Trata dos teus pecados um por um, resolve abster-te deles, luta contra eles, com oração e jejum se for preciso, até vencê-los. Dispõe firmemente a tua vontade contra uma recaída no pecado, ora e luta, resolve não fraquejar e persiste nisso até que formes o hábito da obediência e quebres todos os teus hábitos pecaminosos". É verdade que geralmente acrescentam: "Nessa luta, não deverás depender das tuas próprias forças, mas pedir o auxílio de Deus".
Em uma palavra, grande parte do ensino, tanto do púlpito como da literatura evangélica, acaba dando nisto: a santificação é pelas obras, não pela fé. Noto que o Dr. Chalmers, nas suas preleções sobre Romanos, sustenta expressamente que a justificação é pela fé, mas a santificação é pelas obras. Há uns vinte e cinco anos, parece-me que um eminente professor de teologia da Nova Inglaterra sustentou praticamente a mesma doutrina. No início da minha vida cristã eu quase ia sendo enganado por uma das decisões do Presidente Edwards, que consistia mais ou menos nisto: quando ele caía em algum pecado, reconstruía a sua evolução até descobrir a origem, então lutava e orava com todas as forças contra esse pecado até subjugá-lo. Isso, como se vê, é dirigir a atenção ao ato patente do pecado, sua fonte ou ocasiões. Tomar a decisão e lutar contra o ato, faz-nos concentrar a atenção no pecado e sua fonte, desviando-a inteiramente de Cristo .
É essencial esclarecermos o quanto antes que todos os esforços dessa natureza são inúteis e não raro resultam em desilusão. Em primeiro lugar, é perder de vista o que realmente constitui o pecado, e, em segundo, abandonar a única maneira viável de evitá-Io. Desse modo poderá ser dominado e evitado o ato ou hábito exterior, enquanto que aquilo que realmente constitui o pecado permanece intato. O pecado não é externo e sim interno. Não é movimento muscular, nem mesmo a volição causadora da ação muscular: não é um sentimento ou desejo involuntário. É um ato ou estado voluntário da mente.
O pecado é nada menos do que aquela escolha voluntária e fundamental, aquele estado de submissão ao agrado próprio, donde procedem as volições, as ações externas, os propósitos, as intenções, enfim todas as causas que são comumente chamadas de pecado. E contra que estamos agindo, quando tomamos resoluções e fazemos esforços para suprimir hábitos pecaminosos e formar outros, santos? "O amor é o cumprimento da lei." Mas podemos induzir o amor por meio de decisões? As decisões eliminam o egoísmo? Claro que não. Podemos suprimir esta ou aquela manifestação ou expressão do egoísmo, resolvendo não fazer isto ou aquilo, orando e lutando contra o mal. Podemos resolver prestar obediência aos mandamentos de Deus. Mas arrancar do peito o egoísmo por meio de resoluções é um contra-senso. Assim também é contra-senso o esforço para conseguir, por meio de decisões, obedecer em espírito os mandamentos de Deus, amar conforme a lei de Deus.
Há muitos que sustentam que o pecado consiste nos desejos. Que seja! Dominamos por força de resoluções os nossos desejos? Poderemos, pela resolução, deixar de satisfazer determinado desejo. Poderemos fazer ainda mais, abstendo-nos de satisfazer o desejo em sua manifestação exterior. Isso, porém, não é assegurar o amor de Deus, que é o que constitui a obediência. Se nos tornássemos anacoretas, emparedando-nos em uma cela e crucificando todos os nossos desejos e apetites no que se refere à sua satisfação, apenas teríamos evitado certas formas de pecado, porém a raiz que realmente constitui o pecado não seria tocada. Nossa resolução não assegura o amor, a unica verdadeira obediência a Deus. Todo o nosso batalhar contra a manifestação exterior do pecado à força das resoluções, apenas acabam tornando-nos em sepulcros caiados. É inútil lutar contra o desejo, a poder de resoluções; pois tudo isso, por mais bem sucedido que seja o esforço para reprimir o pecado, quer na vida exterior quer no desejo interior, acabará em desilusão, pois a poder de resolução não podemos amar.
Todos os esforços dessa natureza para vencer o pecado são inúteis, e ainda em desacordo com a Bíblia. Esta ensina expressamente que o pecado é vencido pela fé em Cristo. Ele é "o caminho, a verdade e a vida". Diz-se a respeito dos crentes que seus corações são "purificados pela fé" (At 15.9). E em Atos 26.18 afirma-se que são santificados pela fé em Cristo. Em Romanos 9.31-32 lemos que os judeus não atingiram a justiça porque não a buscaram pela fé e, sim, pelas obras.
A doutrina da Bíblia é que, pela fé, Cristo salva o seu povo do pecado; que o Espírito de Cristo é recebido pela fé para habitar no coração. É a fé que opera pelo amor. O amor é operado e sustentado pela fé. Pela fé os crentes "vencem o mundo, a carne e o diabo". É pela fé que se "apagam todos os dardos inflamados do maligno". É pela fé que os crentes se "revestem do Senhor Jesus Cristo" e "se despem do velho homem com os seu feitos". É pela fé que combatemos "o bom combate", e não pelas resoluções. É pela fé que "ficamos em pé" e pelas resoluções é que caímos. Esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé. É pela fé que a carne é subjugada e conquistados os desejos carnais.
Na realidade é simplesmente pela fé que recebemos o Espírito de Cristo para operar em nós o querer e o efetuar segundo seu beneplácito. Ele derrama em nosso coração o seu próprio amor, acendendo assim o nosso. Toda vitória sobre o pecado vem pela fé em Cristo; e quando o pensamento se desvia de Cristo para as resolções e as lutas contra o pecado, quer tenhamos consciência disso ou não, estamos agindo com nossas próprias forças, rejeitando o socorro de Cristo: estamos sob uma perigosa ilusão. Nada, senão a vida e energia do Espírito de Cristo dentro de nós, pode salvar-nos do pecado: e a confiança é a condição uniforme e universal da operação dessa energia salvadora dentro de nós.
Até quando esse fato continuará sendo ignorado, pelo menos na prática, pelos ensinadores da religião? Até que profundidade vai a raiz da presunção da justiça própria e da autodependência no coração do homem? É tão profunda que esta é uma das lições que o coração do homem mais custa a aprender: renunciar à independência e confiar inteiramente em Cristo. Quando abrirmos a porta para a confiança absoluta, ele entrará e fará conosco e em nós a sua morada. Inundamo-nos do seu amor. Ele faz toda a nossa alma reviver para senti-lo e. assim e somente assim, purifica o nosso coração pela fé. Ele sustenta nossa vontade na atitude de devoção. Ele aviva e regula nossos afetos, desejos, apetites e paixões, tornando-se a nossa santificação. Muito do que ouvimos em reuniões de oração e de conferência, do púlpito e da literatura, dá orientação tão errônea, que ouvir ou ler tais orientações se torna doloroso ao ponto de ser quase insuportáv el. Isso só pode gerar ilusão, desânimo e a rejeição prática de Cristo conforme é apresentado no evangelho.
Ai da cegueira que "conduz à confusão" a alma que anseia a libertação do poder do pecado! Tenho escutado, às vezes, doutrinas legalistas sobre este assunto até sentir vontade de gritar. É simplesmente incrível ouvirmos de homens cristãos que fazem objeção ao ensino que tenho apresentado aqui, alegando que nos deixa em estado passivo, para sermos salvos sem atividade nossa. Que ignorância essa objeção revela! A Bíblia ensina que, pela confiança em Cristo, recebemos uma influência interior que estimula e dirige a nossa atividade; que pela fé recebemos sua influência puriticadora no recôndito do nosso ser; que através da sua verdade revelada diretamente à alma, ele vivifica todo o nosso ser interior para ter a atitude de amor e obediência; e é esse o caminho, não havendo outro caminho prático, para vencermos o pecado.
Mas alguém poderá perguntar: "Não nos exorta o apóstolo assim: "Desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade"? Então isso não é uma exortação para fazermos aquilo que nesse artigo estais condenando"? De maneira alguma. No verso 12 de Filipenses 2. Paulo diz: "Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém muito mais agora na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade". Não há aqui nenhuma exortação a trabalhar por força de resolução, mas sim por meio da operação interior de Deus. Paulo os tinha ensinado, quando estava presente com eles: agora, na sua ausência, exorta-os a desenvolverem a salvação, não pela resolução, mas pela operação de Deus.
É precisamente essa a doutrina do presente folheto. Paulo ensinara muitas vezes à Igreja, que Cristo no coração é a nossa santificação, e que essa influência se recebe pela fé. Portanto, não iria agora ensinar que a nossa santificação deve ser desenvolvida mediante resoluções e esforços para reprimir hábitos pecaminosos e formar hábitos santos. De modo muito feliz esse passo da Escritura reconhece as duas agências, divina e humana, na obra da santificação. Deus opera em nós o querer e o realizar: nós aceitamos pela fé a sua operação queremos e efetuamos de acordo com a sua boa vontade.
A própria fé é um estado ativo e não passivo. A idéia de uma santidade passiva é um contra-senso. Que ninguém alegue que, ao exortarmos as pessoas a confiarem inteiramente em Cristo, estamos ensinando que alguém deva ou possa ser passivo ao receber em seu íntimo a influência divina e com ela cooperar. Essa influência é moral e não fisica. É persuasão e não força. lnfluencia a livre vontade e, por conseguinte, o faz pela verdade e não pela força. Oxalá, fosse compreendido que toda a vida espiritual, que houver em qualquer pessoa, é recebida de Cristo pela fé, como o ramo recebe da videira a sua vida. Abaixo com o evangelho das resoluções! É uma cilada de morte. Abaixo com o esforço para tornar a vida santa, quando o coração não tem em si o amor de Deus! Oxalá os homens aprendessem a olhar diretamente para Cristo pelo evangelho, e de tal modo a chegarem-se a ele mediante um ato de confiante amor, que ficassem envolvidos na simpatia universal do seu modo de pensar! lsso, e somente isso, é santificação.
 Charles G. Finney

sexta-feira, 13 de julho de 2012

COMUNHÃO


   Certa vez Deus teve o sonho de criar a humanidade, mas esse projeto começou na criação do primeiro homem; Adão. Adão foi criado sozinho, pois Deus prezava sua comunhão individual e queria estabelecer isso de forma a marcar o caráter e a vida desse primeiro homem. Quando Adão caiu o mais importante que ele perdeu foi essa comunhão, o que Deus chamou de morte.
   Quando Jesus veio ao mundo para morrer pelos nossos pecados o que de mais importante que ele conquistou foi a reconciliação com Deus, o direito, o privilégio de termos a comunhão individual com o Senhor.
   Mas o homem muitas vezes inverte a ordem das coisas buscando a benção em vez do abençoador, gasta sua força e tempo correndo atrás das coisas que Deus quer dar-lhes de graça. Já parou pra pensar: Por que Deus quer nos abençoar de graça? A resposta é simples, por que Deus não quer comprar sua comunhão, Ele quer que tenhamos o mesmo prazer da Sua companhia que Ele tem da nossa companhia.